domingo, 18 de abril de 2010
Quadrinhos - Pink Floyd X EMI
domingo, 11 de abril de 2010
Quadrinhos - A Revolta dos Cartuns
sexta-feira, 9 de abril de 2010
Momento de reflexão

Saindo do lugar comum de muitos textos do gênero, o jovem psicólogo de São Lourenço (sul de MG) adota o estilo aforismático e sintético sob uma ótica holística, compartilhando conosco o resultado de suas leituras e reflexões.
Clique aqui para ler.
sexta-feira, 2 de abril de 2010
Os Baby Beatles - Parte 1
Difícil encontrar alguém que nunca ouviu falar de John, Paul, George e Ringo. Só os primeiros nomes já são suficientes para adivinhar o resto. Mas se falarmos de nomes como Julian Lennon, Sean Ono Lennon, James McCartney, Stella McCartney, Dhani Harrison, ou Zak Starkey... faz idéia de quem sejam?
Neste texto, dou uma geral sobre os filhos dos Beatles, que carinhosamente (ou ironicamente) chamo de Baby Beatles. Todos se aproveitam dos famosos sobrenomes, algo quase inevitável. Os famosos rebentos não poderiam passar ilesos nem se quisessem.
Mas não digo isso pejorativamente. Alguns deles herdaram mais que a alcunha nas certidões de nascimento: herdaram um notável e impressionante talento de seus pais.
A parte 1 trata dos filhos de Lennon, que são as crias com maior destaque no universo pop. Na parte 2, comentarei a vida e obra dos outros filhotes de Paul, George e Ringo.
Parte 1 – Baby Lennon’s
Julian Lennon
Na minha opinião é o mais talentoso, e certamente o mais injustiçado baby. Afinal, foi ele que puxou o carro da ilustre prole beatlemaníaca. Julian é filho de John e Cynthia Powell, a primeira esposa do falecido beatle.
Vocês se lembram da canção Hey Jude? Originalmente ela se chamava “Hey Jules”, e foi composta por Paul McCartney para o filho de Lennon, na época parceiro nos Beatles.
Se o primeiro filho de John herdou o carma atribulado do pai (lar despedaçado, pai ausente, pecha de artista atormentado), pode-se dizer que a capacidade de compor belas músicas também veio de brinde. Seu primeiro disco, Vallote (1984), é um clássico instantâneo, que revelava um promissor intérprete e compositor (ouça aqui a belíssima faixa-título do disco).
Infelizmente, o rapaz talvez não soubesse em que mato estava se metendo quando deu o start em sua carreira. O cenário musical e a mídia da década de 80 começavam a esboçar um formato ainda atual, calcado no culto à celebridade e a sede de lucro sobrepujando a música em si. Figuras como John Lennon tentavam se reinventar nessa insípida realidade de uma geração yuppie, para quem as utopias dos hippies não diziam muita coisa. Contudo, se Lennon disse uma vez que o sonho havia acabado, Mark Chapman tratou de enterrá-lo de vez.
Três anos após a tragédia que entristeceu o planeta, eis que surge um Lennon filhote: jovem como o pai na época dos Beatles, e talentoso na medida certa. Seu visual e voz transfiguravam o pai com uma perfeição assustadora. Isso já bastaria para jogar sobre os ombros de Julian (lembram da letra de Hey Jude? “don’t carry the world upon your shoulders”) uma pressão imensa (veja aqui o primeiro single de sucesso de Julian, Too Late for Goodbyes).
E além disso, ele ainda por cima foi o primeiro baby beatle a ter um trabalho artístico divulgado em maior escala. O resultado não podia ser diferente: foi atacado por todos os flancos. Ainda que Paul e George mostrassem um público apoio em defesa à Julian, o pobre rapaz não foi poupado. O resultado pode ser notado na mediocridade de seus discos subseqüentes, como The Secret Value of Daydreaming (1986) e Mr. Jordan (1989), que provavelmente são frutos de uma queda livre emocional embalada pelo alcoolismo.
Julian só mostrou sinais de vida inteligente ao lançar, em 1991, Help Yourself, com produção de Bob Ezrin (que produziu discos como The Wall, do Pink Floyd). É um disco com bons momentos, e pelo menos uma grande música, o hit Saltwater.
Mas a boa forma só surgiria sete anos depois, no disco Photograph Smile (1998). É um grande disco, pelo menos na minha opinião. Tem pegada, boas composições, e é mais despojado que seu grandiloquente álbum anterior (Veja aqui uma faixa ao vivo, I Don’t Wanna Know) . Me lembra muito algumas musicas dos Tears for Fears na fase pós-Elemental, ainda mais pelo som das guitarras. Vale lembrar que Roland Orzabal (líder dos TFF) e Julian são grandes amigos. (veja aqui Julian tocando Stand By Me com Orzabal)
Parece que Julian lançou um EP agora em 2010, chamado Lucy, com quatro músicas inéditas. Também encontrei menções à um disco que já estaria pronto mas que não foi lançado ainda, chamado Everything Changes.
Sean Lennon
Sean Ono Lennon, diferente de Julian, sempre teve uma boa relação com a imprensa. Sempre foi incensado, e considerado um sujeito “antenado” com artistas de vanguarda (assim como a mãe, Yoko). Enquanto Julian viu John poucas vezes em toda a sua vida, - se tornando quase obcecado por ele (veja essa chocante entrevista, onde Julian, sem saber que é filmado, detona e exalta o próprio pai) - Sean viveu com o pai até seus cinco anos, e presenciou seu assassinato em frente ao edifício Dakota, naquele fatídico dezembro de 1980.
A ligação entre Sean e John é mais intensa do que parece: depois do casal Lennon passar por crises de abstinência em heroína e por tentativas frustradas de ter filhos (Yoko abortou várias vezes), além de tentativas do governo Reagan de extraditá-los dos Estados Unidos, eis que Sean nasce. Saudável, na época em que o visto da família é renovado, e o melhor: e no mesmo dia do nascimento de John.
Além de seus álbuns solo, Sean já tocou com muita gente boa. A “mamãe” Yoko foi a primeira, seguida de gente como Burt Bacharach, Medeski Martin & Wood, Lenny Kravitz, e até com os brasileiros Vinicius Cantuária, Tom Zé e os Mutantes.
Particularmente, eu achava ele um chato, metido a vanguardista e agitador cultural. Vislumbrei uma luz no fim do túnel quando tive contato com suas ilustrações (que podem ser conferidas em seu site oficial), e depois calei-me ao ouvir seu lançamento mais recente, Friendly Fire, de 2006.
A tristeza do término de um namoro parece ter feito o moleque se revelar: compôs as músicas, tocou todos os instrumentos, e até desenhou a capa do disco. Tudo de forma impecável. Aguardo ansiosamente seus próximos trabalhos.
Ah, vale lembrar que há alguns anos, Sean e Julian voltaram a se falar, depois de anos brigados.
------ x ------
Em breve, a parte 2, onde falarei de Zak Starkey, James e Stella McCartney, e Dhani Harrison.
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Notícia urgente
Passei num concurso no Amapá, pra trabalhar numa universidade chamada FACOLA, assumindo dois turnos diários... agora é só ralação!
Obrigado pela atenção em todos esses anos, e um grande abraço para os amigos que ficam em Minas, e de outros lugares!
x
x
x
x
Notícia (trote) de primeiro de abril, na verdade continuo por aqui e desenhando como nunca!
Abração!
quarta-feira, 24 de março de 2010
Ana Crônica no orkut

O amigo Victor Maia, autor da HQ A.T.U.M., havia me sugerido a criação de uma comunidade da revista Ana Crônica no Orkut. Outras pessoas haviam falado disso também. Com cerca de 6 meses de atraso, acabei fazendo, portanto.
Será um prazer receber os nobilíssimos fãs, apreciadores e simpatizantes da gordinha são joanense no Orkut. Para quem quiser conferir, aqui está o link.
sábado, 20 de março de 2010
Frase do dia...

"Invista na alma humana. Quem sabe? Pode ser um diamante bruto."
- Mary McLeod Bethune -
(clique no desenho pra ver maior)
sexta-feira, 19 de março de 2010
Quadrinhos - A Revolta dos Cartuns

Entretanto, algumas das tiras que produzi estão saindo no site Casa da Filosofia Clínica, do Rio de Janeiro, orgão ligado ao Instituto Packter. Para ler, clique aqui.
quinta-feira, 18 de março de 2010
Santo de Casa: Um bom espaço pros artistas regionais

A revista Santo de Casa (que está disponível online em http://www.revistasantodecasa.com.br/ ) publicou um desenho meu, chamado "Boi Coração Cifra Mulher".
É uma publicação voltada para a divulgação de artistas de Minas Gerais. Está em sua primeira edição, e impressiona tanto pelo visual quanto pela qualidade dos textos.
Recomendo a leitura - não só porquê eu publiquei lá, obviamente - mas sim porque ficou bem legal!
Link pra revista
sexta-feira, 12 de março de 2010
Resenha - The Blue Nile
Minha curiosidade ia aumentando na medida em que percebia a escassez de informações sobre a banda na internet. Alguns sites definiam seu som como soturno ou melancólico, outros como introspectivo e minimalista. Mas o que chama a atenção é o fato de, num período de mais de vinte anos, eles terem lançado apenas quatro discos.
Por fim, ainda que não fosse tão bom e genial quanto o que algumas resenhas afirmavam, pelo menos eu fiquei instigado o suficiente para ouvir e tirar minhas próprias conclusões.
Feito isso, confesso que o som me agradou bastante. Me lembrou as canções mais intimistas de alguns discos que já ouvi muito no passado, como Both Sides, do Phil Collins (um de seus discos menos xaropes e mais introspectivos), ou algumas baladas dos anos 80 e da era do tecnopop.
A voz de Paul Buchanan me lembra tanto alguns momentos do Paul Carrack (artista pop e vocalista da banda Mike and the Mechanics) quanto o timbre do Brendan Perry (o vocal masculino do Dead Can Dance). As semelhanças, no entanto, não são depreciativas; muito pelo contrário. Os vocais emocionados de Buchanan é um dos pontos altos do Blue Nile.
Uma boa resenha que achei no site Whiplash comparava o álbum Hats, de 1989, à algumas coisas novas do Marillion. Alguns ecos podem ser mesmo notados, mas eu acho que os discos antigos do Blue Nile estão mais próximos de coisas do pop de sintetizadores típico da década de 80. Mas não pense nos sons datados de churrascaria: a obra desses escoceses resume o lado de maior bom gosto do universo oitentista. Em suma, estaria mais para um Vangelis do que para uma Bonnie Tyler ou uma Cyndi Lauper, por exemplo.
Dos quatro discos deles, até agora gostei mais do High, que além de ser o mais introspectivo, me lembra algumas coisas de lounge que eu gosto. Um dos singles do disco, Soul Boy, é um típico tema lounge do mais alto calibre. Fora que esse disco tem um equilíbrio maior entre cordas e sintetizadores que os outros.
A banda continua na ativa, com apenas dois dos três membros originais, Paul Buchanan (vocal e guitarra) e Robert Bell (baixo e teclados). Na lista de colaborações dos caras, se contabilizam nomes como Julian Lennon (em breve, escreverei um texto sobre os “baby beatles”), Maire Brennan (do Clannad, irmã de Enya), Rickie Lee Jones (a Joni Mitchell dos anos 80. Mas e a Suzanne Vega? Essa estaria mais para um Leonard Cohen de saias!), Annie Lennox (Eurythmics), Peter Gabriel, e até com Mel C. (ex-Spice Girls).
Uma curiosidade: o primeiro disco do Blue Nile, A Walk Across the Rooftops, é o no 521 na lista dos 1001 Discos Para Se Ouvir Antes de Morrer, de Robert Dimery.
terça-feira, 9 de março de 2010
Atualizações no Blog
Abaixo: Desenho de menina estilo mangá (clique nele para ver maior).
domingo, 7 de março de 2010
Pequenas mudanças...
Outra alteração que fiz pode ser vista à direita: Logo abaixo do contador, é possível ver quais foram as postagens mais recentes, além de uma foto em miniatura das postagens.
Aos poucos, essas alterações estão preparando o blog para algo que pretendo colocar aqui: Quadrinhos exclusivos e gratuitamente disponíveis para download. Estou fazendo algumas tirinhas e formatos de histórias para publicar no blog, que devem fazer uma ponte com outros materiais impressos que virão num futuro próximo.
Abaixo, um pequeno esboço que fiz com lápis e aquarela (desenho digital).








