sábado, 7 de setembro de 2013

Download da HQ Ana Crônica


Em 2009, editei a HQ, Ana Crônica, que lancei pela TGB Gráfica e Editora. Foi meu primeiro trabalho mais elaborado. A primeira (e única) tiragem se esgotou, e agora, comemorando 4 anos de seu lançamento, enfim a disponibilizo na internet.

Ana Crônica é uma personagem deslocada num mundo que considera maluco demais para sua cabeça. Mora numa quitinete em São João Del Rei, está um pouco acima do peso, e adora filmes e músicas antigas. É amiga de muita gente da universidade, detesta seu emprego, e tenta levar a vida com um pouco de autenticidade e alegria.

Dividi as duas histórias que compõem a HQ em arquivos separados. Abaixo o link das duas. E, em seguida, o download do programa Comic Display, que possibilita a leitura das histórias no formato cbr.

Pros que não leram, espero que gostem. Quem já tem o gibi impresso, fica uma outra forma de reler e de guardar.

Rafael Senra

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Sobre Afetos e Jardins


Foto: Paloma Parentoni
 1 - Homens e Mulheres (e não "ou", "versus", "com", e eteceteras)

Existem tantas maneiras de se estar no mundo quantas forem as pessoas à habitá-lo. E nossa diferença não vem apenas da cor dos olhos ou das impressões digitais. Não vem de humanas miudezas. Acima das heranças, são nossas escolhas que mais dizem sobre nós. Todo aquele que anda escreve a sua história com pegadas. 

domingo, 16 de junho de 2013

Páginas que se recusam a virar

Imagem por Keltruck Ltd (Flickr)


Em primeiro lugar, meu apoio aos tantos protestos pipocando Brasil afora: não concordo com quem alardeia que esse "espírito revolucionário" inflamando as massas não passa de mero modismo. Aqui, cito Benjamin, que diz que "a moda tem um faro para o atual, onde quer que ele esteja na folhagem do antigamente. Ela é um salto de tigre em direção ao passado" (BENJAMIN, 1994, 230). Ou seja, as modas não surgem por acaso, e resgatam dos escombros da história uma série de coisas necessárias para o presente. Se brotam protestos, é porque precisam brotar.

domingo, 19 de maio de 2013

Olhando o Clube por Outras Esquinas


Imagem por Diego (Paseo Común! - Flickr)
No final de 2012, me convidaram para falar em uma mesa redonda no Festival Música do Mundo (que acontece em Três Pontas – MG). O tema era a relação entre os Beatles e o Clube da Esquina. E eis que, em determinado momento desse evento, estava eu a falar sobre a música Coração de Estudante (de Milton Nascimento e Wagner Tiso), eleita como tema das Diretas Já e da abertura democrática, e que representou a eleição de Tancredo Neves à presid...

            E aí, um homem me interrompe, da platéia, dizendo algo que não consegui entender. Pedi a ele para repetir.

domingo, 5 de maio de 2013

Lançamento oficial do meu livro

É daqui a uma semana pessoal, sábado que vem, na Livraria Quixote (Savassi - BH). Estão todos convidados!
Até lá!


sábado, 4 de maio de 2013

Nietzsche, profeta do Twitter?






Provavelmente, alguém já criou uma conta de twitter que reproduza aforismas de Nietzsche (não me darei ao luxo de procurar, prefiro arriscar essa hipótese quase que óbvia de que a conta existe). Seus trechos enxutos e polêmicos parecem ter sido feitas sob medida para a rede social de 140 caracteres.

terça-feira, 9 de abril de 2013

O Lobo das Vertentes - um ensaio sobre Toninho Ávila



Faz tempo que quero escrever um texto sobre a vida e obra do amigo Toninho Ávila, também conhecido como Lobo Bruxo. Na verdade, nesse tempo que já completa mais de meia década de amizade (all things must pass...), creio que esse texto já vinha sendo escrito, inconscientemente. Faltava só passar para o papel (ou para a tela do computador).

Quando me refiro a vida e obra do Lobo, não pretendo me aventurar em redigir biografias. Quero dizer que em torno da sua figura carismática e peculiar, parece difícil distinguir o que é vida e o que é obra. Porque não se nota essa "quebra" entre o que Toninho expressa artisticamente e o que ele atravessa no cotidiano. Seu viver diário é arte; e sua arte fala do viver: ele habita em ambos, o tempo todo.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Cantando e Decantando "Paisagem da Janela"



Foto: Teresa Duarte - Flickr da autora
O que é um mito? Para que serve? Há quem diga que o mito engana, e que acreditar em um Zeus no Olimpo como os gregos, ou em um Deus-Sol como os índios das américas, é ser alienado da realidade, dos fatos concretos. O que é mais estranho: os mitos, ou os fatos concretos? Depois da relatividade de Einstein, dá pra falar em coisas concretas? E mais: quem disse que os mitos não são fatos?

Prefiro a definição de Joseph Campbell, que diz que "nos mitos, encontramos personagens que ressoam dentro de nós, e usamos os mitos para criar ordem a partir da nossa própria experiência1". Obras de arte podem criar e recriar mitos, podem fazê-los ressoar em corpos, mentes, corações e espíritos.

Nessa ótica, os mitos da mineiridade tem muito a dizer para quem quer apreender tais significados. Mais que uma bela melodia assobiável, a canção "Paisagem da Janela" é um veículo de diversos mitos mineiros, e o fato de seu significado ser meio vago possibilita diversas e amplas leituras. Arriscarei a minha.

domingo, 28 de outubro de 2012

Como matei Ray Bradbury

(baseado em fatos reais, e em uma dica de Pablo Gobira)


             Antes de mais nada, devo contextualizar a questão para o juri. Dizem que o ABC da ficção científica era composto por Asimov, Bradbury e Clarke. O A e o C já haviam batido as botas e se tornado lendas. Na noite do dia 05 de junho, o B era ainda a única divindade viva dentro do gênero. Ainda não era um deus ex-machina.

sábado, 15 de setembro de 2012

Marillion: A carreira da banda passada a limpo


  
Esse texto, sobre a banda de rock progressivo Marillion, talvez não seja direcionado para seus fãs. Devo dizer que ele será mais útil talvez para os que se surpreenderam com o novo disco, Sounds That Can't Be Made (2012). Ou para os que pretendem ir nos shows que eles farão no Brasil em outubro (depois de mais de dez anos sem pousar aqui). Imagino que servirá também para os que só conhecem seus grandes hits, como 'Kayleigh' e 'Lavender'. E decerto pode agradar a quem busca um guia de referências para a história da banda.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Liz X Lisa: as musas opostas do ethereal



Música ambiente, new age, eletrônica e doses de indie rock: estes talvez sejam os ingredientes do ethereal, um estilo musical tão pouco difundido quanto instigante.

Também conhecido como dream pop ou darkwave, os artistas desse gênero fazem com canções o equivalente ao que impressionistas como Van Gogh ou Monet faziam na pintura. Suas marcas registradas são sonoridades esparsas, cheias de efeitos como reverb e delay, que prolongam as notas e dão uma idéia de largos espaços vazios, solitude, distanciamento do mundo material e cotidiano. Há também quem vincule o ethereal à música gótica (ou gothic rock).

Os dois maiores nomes do gênero são os Cocteau Twins e o Dead Can Dance. Apesar de se abarcarem sob as asas de um mesmo estilo, são duas bandas que me parecem muito diferentes. A começar por suas principais vocalistas, extremamente opostas entre si.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Texto - Esquinas Progressivas


Na coluna que mantenho no site Progshine, publiquei essa semana um ensaio sobre o rock progressivo e o Clube da Esquina. É a primeira parte de duas (a segunda estará no ar no próximo domingo).

No texto, eu identifico alguns momentos da carreira dos principais nomes do Clube (Milton Nascimento, Beto Guedes, Flávio Venturini, etc.) onde eles se utilizaram de elementos do rock, mais especificamente na sua vertente progressiva

Confiram lá (e comentem, lá ou aqui!)