Uma
canção chamada Shule Aroon e outra chamada Johnny has Gone for a
Soldier. Uma simples audição revela diversas coincidências entre ambas. Na
verdade, apesar dos títulos e das melodias levemente diferentes, todas elas
derivam da mesma canção, chamada Siúil a Rún, um antigo tema tradicional
da Irlanda, de autoria desconhecida.
quarta-feira, 2 de abril de 2014
sábado, 30 de novembro de 2013
Deus, essa epiderme
Para os crentes,
a oração é a construção de uma linha direta com Deus, enquanto que, para os
ateus, é um tempo perdido e nada divertido. E no meio dessas perspectivas,
existem outras, como os que oram por medo do inferno ou motivados por desejos
(as famosas "orações pedintes"), mas não é nessas searas que quero me
meter.
Esses
dias, fiquei pensando no quanto de química existe na oração. Afinal,
tudo que fazemos ativa e desativa substâncias corpo afora; desde uma olhada tímida
para a lua até o ato de correr na maratona de são silvestre. Essas coisas
objetivas que fazemos inevitavelmente despertam químicas, talvez desconhecidas
por nós, que percorrem as tantas rotas do nosso pequeno grande organismo.
sábado, 7 de setembro de 2013
Download da HQ Ana Crônica
Em 2009, editei a HQ, Ana
Crônica, que lancei pela TGB Gráfica e Editora. Foi meu primeiro
trabalho mais elaborado. A primeira (e única) tiragem se esgotou, e agora,
comemorando 4 anos de seu lançamento, enfim a disponibilizo na internet.
Ana Crônica é uma personagem
deslocada num mundo que considera maluco demais para sua cabeça. Mora numa
quitinete em São João Del Rei, está um pouco acima do peso, e adora filmes e
músicas antigas. É amiga de muita gente da universidade, detesta seu emprego, e
tenta levar a vida com um pouco de autenticidade e alegria.
Dividi as duas histórias que
compõem a HQ em arquivos separados. Abaixo o link das duas. E, em seguida, o
download do programa Comic Display, que possibilita a leitura das
histórias no formato cbr.
Pros que não leram, espero que
gostem. Quem já tem o gibi impresso, fica uma outra forma de reler e de
guardar.
Rafael Senra
quarta-feira, 31 de julho de 2013
Sobre Afetos e Jardins
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| Foto: Paloma Parentoni |
Existem
tantas maneiras de se estar no mundo quantas forem as pessoas à habitá-lo. E
nossa diferença não vem apenas da cor dos olhos ou das impressões digitais. Não
vem de humanas miudezas. Acima das heranças, são nossas escolhas que mais dizem
sobre nós. Todo aquele que anda escreve a sua história com pegadas.
domingo, 16 de junho de 2013
Páginas que se recusam a virar
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| Imagem por Keltruck Ltd (Flickr) |
Em
primeiro lugar, meu apoio aos tantos protestos pipocando Brasil afora: não
concordo com quem alardeia que esse "espírito revolucionário"
inflamando as massas não passa de mero modismo. Aqui, cito Benjamin, que diz
que "a moda tem um faro para o atual, onde quer que ele esteja na folhagem
do antigamente. Ela é um salto de tigre em direção ao passado" (BENJAMIN,
1994, 230). Ou seja, as modas não surgem por acaso, e resgatam dos escombros da
história uma série de coisas necessárias para o presente. Se brotam protestos,
é porque precisam brotar.
domingo, 19 de maio de 2013
Olhando o Clube por Outras Esquinas
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| Imagem por Diego (Paseo Común! - Flickr) |
No final de 2012, me convidaram para falar em uma
mesa redonda no Festival Música do Mundo (que acontece em Três Pontas – MG). O tema era a relação entre os Beatles e o Clube da Esquina. E eis que, em
determinado momento desse evento, estava eu a falar sobre a música Coração de
Estudante (de Milton Nascimento e Wagner Tiso), eleita como tema das Diretas Já
e da abertura democrática, e que representou a eleição de Tancredo Neves à
presid...
E aí, um homem me interrompe, da
platéia, dizendo algo que não consegui entender. Pedi a ele para repetir.
domingo, 5 de maio de 2013
Lançamento oficial do meu livro
É daqui a uma semana pessoal, sábado que vem, na Livraria Quixote (Savassi - BH). Estão todos convidados!
Até lá!
Até lá!
sábado, 4 de maio de 2013
Nietzsche, profeta do Twitter?
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terça-feira, 9 de abril de 2013
O Lobo das Vertentes - um ensaio sobre Toninho Ávila
Faz tempo que quero escrever um
texto sobre a vida e obra do amigo Toninho Ávila, também conhecido como Lobo
Bruxo. Na verdade, nesse tempo que já completa mais de meia década de
amizade (all things must pass...), creio que esse texto já vinha sendo escrito,
inconscientemente. Faltava só passar para o papel (ou para a tela do
computador).
Quando me refiro a vida e obra do
Lobo, não pretendo me aventurar em redigir biografias. Quero dizer que em torno
da sua figura carismática e peculiar, parece difícil distinguir o que é vida e
o que é obra. Porque não se nota essa "quebra" entre o que Toninho
expressa artisticamente e o que ele atravessa no cotidiano. Seu viver diário é
arte; e sua arte fala do viver: ele habita em ambos, o tempo todo.
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
Cantando e Decantando "Paisagem da Janela"
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| Foto: Teresa Duarte - Flickr da autora |
Prefiro a definição de Joseph
Campbell, que diz que "nos mitos, encontramos personagens que ressoam
dentro de nós, e usamos os mitos para criar ordem a partir da nossa própria
experiência1". Obras de arte podem criar e recriar mitos, podem
fazê-los ressoar em corpos, mentes, corações e espíritos.
Nessa ótica, os mitos da
mineiridade tem muito a dizer para quem quer apreender tais significados. Mais
que uma bela melodia assobiável, a canção "Paisagem da Janela" é um
veículo de diversos mitos mineiros, e o fato de seu significado ser meio vago
possibilita diversas e amplas leituras. Arriscarei a minha.
domingo, 28 de outubro de 2012
Como matei Ray Bradbury
(baseado
em fatos reais, e em uma dica de Pablo Gobira)
Antes de mais nada, devo
contextualizar a questão para o juri. Dizem que o ABC da ficção científica era
composto por Asimov, Bradbury e Clarke. O A e o C já haviam batido as botas e
se tornado lendas. Na noite do dia 05 de junho, o B era ainda a única divindade
viva dentro do gênero. Ainda não era um deus ex-machina.
sábado, 15 de setembro de 2012
Marillion: A carreira da banda passada a limpo
Esse
texto, sobre a banda de rock progressivo Marillion, talvez não seja direcionado
para seus fãs. Devo dizer que ele será mais útil talvez para os que se
surpreenderam com o novo disco, Sounds That Can't Be Made (2012). Ou
para os que pretendem ir nos shows que eles farão no Brasil em outubro (depois
de mais de dez anos sem pousar aqui). Imagino que servirá também para os que só
conhecem seus grandes hits, como 'Kayleigh' e 'Lavender'. E decerto pode
agradar a quem busca um guia de referências para a história da banda.
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